sábado, 1 de dezembro de 2012

ILHAS E PONTES- Magda Kokke



Quantas vezes nos vimos em uma ilha de pensamentos aprisionadores e não vemos saída!
Quando percebemos, estamos remoendo pensamentos negativos por horas, dias, choros contidos, à esquiva.
De repente, por uma obra excepcional, sem explicações, talvez até um mecanismo de sobrevivência, alguma coisa nos acorda, nos coloca por um segundo como expectadores de nós mesmos e assim visualizamos então, o quadro a que estamos inseridos.
Ao tomar consciência deste aprisionamento, cabe a nós, somente a nós, decidir o que fazer: voltar para o quadro obsessor (nós mesmos nos aprisionando, curtindo as dores do aprisionamento), ou vamos sair disso?
Se escolher ficar na ilha, teremos que considerar todas as consequências, aliás como em tudo na vida. Isso pode significar ficar triste, aborrecido, pesado, aprisionado, com uma bola e corrente nos pés, não viver, colocar óculos preto e branco, cinza, fechar a porta...por muito tempo.
Caso a opção seja sair, há de se encontrar algo que não nos permita voltar, porque este estado mental teima em se impor. Uma mão invisível nos agarra querendo companhia.
Então, podemos criar uma ponte que nos conduza ao outro lado.
Pode ser uma música de que gostamos, um poema, uma oração guardada numa gaveta, uma foto antiga, até uma receita de um prato favorito vale...tudo que nos liberte para o outro mundo que também habitamos, mais leve, alegre, colorido, com asas nos pés, porta aberta, vida...
O que menos temos é tempo, pois a cada segundo, minuto, hora, dia, ele diminui.
Por que então, gastá-lo com coisas que nos fazem mal?
Quando não estamos bem, contaminamos tudo a nossa volta. Nada está bom. Bom dia por que? 
Bom dia sim, porque é este que temos, com todos os desafios e suas pequenas glórias que estão, sabe onde?
NO NOSSO OLHAR.
Magda Kokke

Nenhum comentário:

Postar um comentário