segunda-feira, 30 de abril de 2012

NO REINO DE TUDO EU-Magda

Parte Primeira – As Causas Primárias
Capítulo 1 – Deus
HISTÓRIA BASEADA NOS PRINCÍPIOS DO LIVRO DOS ESPÍRITOS
Era uma vez, um reino muito distante, com o nome de Reino de Tudo Eu, onde viviam pessoas muito más e ignorantes e também_como em todo lugar_ pessoas muito boas.
O lugar era muito bonito, com florestas verdes...verdes...repleta de animais selvagens, exuberantes, como leão, onça, elefante, tigre, macaco, cobra, lagarto, jacaré e tantos outros animais.
Os pássaros eram muito coloridos e de cantos variados e entoavam canções de pássaros o dia todo, inclusive quando amanhecia era a hora preferida deles, que davam voos razantes por todos os lados. Era uma barulhada só, mas muito agradável.
Ah! e as plantas! Nossa, que maravilha! As flores eram lindas, coloridas e perfumadas. A natureza vivia em perfeita harmonia. Neste reino, havia um rei muito orgulhoso e egoísta, que se dizia dono de tudo e de todos. Ele mandou seu Grão-Visir espalhar a todos os quatro cantos do mundo que ele havia criado todas as coisas que existiam, desde as florestas, os animais, as plantas, os homens, a água e até as pedras!
A notícia se espalhou rapidamente e causou revolta aos outros reis do planeta, que por sua vez, queriam se dizer autores de todas estas obras. O Reino de Tudo Eu, era vizinho do Reino de Posso Tudo, do Reino Só Eu Posso e do Reino Eu Primeiro.
Todos os reis destes reinos vizinhos, fizeram uma reunião porque não concordavam com o rei de Tudo Eu, afinal, se todos acreditassem que ele era mesmo capaz de criar todas as coisas, ele seria o senhor dos reis, seria o mais poderoso de todos. Nenhum dos reis vizinhos acreditavam nisto e nem aceitariam tamanha mentira!
Chegaram a conclusão, que deveriam mandar mensageiros aos quatro cantos da Terra e fazer uma grande reunião de sábios. Estes senhores, donos de tanta sabedoria, certamente saberiam como provar que o rei do Reino de Tudo Eu estava mentindo.
Dito e feito, enviaram os melhores mensageiros e marcaram a famosa reunião de sábios para daí a trinta dias. Convocaram também o rei mentiroso para a mesma reunião.
O tempo marcado passou e chegou o grande dia. Os sábios dos quatro cantos do mundo, se reuniram na praça principal da cidade, na presença dos reis que os convocaram e também do monarca a ser indagado. E começou a rodada de perguntas.
O Sábio das Águas, disse ao rei que havia viajado muito e que estava com muita sede e lhe pediu que, já que ele havia criado os oceanos, rios, lagos e até a chuva, que fabricasse um pouco de água para ele beber; um copo bastava.
O rei, muito envergonhado, mas tentando disfarçar, lhe disse que não poderia fazê-lo naquele momento, porque o seu estoque de gotas havia acabado.
Ninguém acreditou nas palavras do rei. E as perguntas continuaram. O Sábio do Vento, lhe disse, então, que já que ele fora capaz de criar o ar que respiramos, os ventos do norte e do sul, os tufões e todos os tipos de ventania, que naquele momento, para provar sua autoria, que criasse apenas a brisa da manhã, que é suave, fria e simples.
Por sua vez, o rei enganador abriu sua mão e soprou com sua boca um ventinho muito fraco, incapaz de balançar uma planta e de frio e agradável não tinha nada; tinha mesmo é cheiro de feijoada, horrível!
O próximo a perguntar, foi o Sábio das Pedras. Ele lhe disse então, já que ele havia criado as montanhas quentes do deserto, as montanhas geladas dos polos, as colinas e montes, que fizesse apenas um montinho simples de areia, para mostrar do que é capaz. O dirigente do Reino de Tudo Eu, já nervoso e cada vez mais envergonhado disse que não poria fazer porque sua mágica havia acabado_ mentindo mais uma vez.
Ainda faltavam os Sábios das Flores e dos Animais. Todos já haviam percebido que o rei havia mentido e não confessaria sua mentira por ser muito orgulhoso e egoísta.
Os sábios resolveram parar de fazer perguntas ao rei porque já se convenceram que ele não passava de um mentiroso. Mas, as pessoas estavam muito confusas: se não foi o rei que criou todas as coisas, quem foi então?
A palavra foi passada ao Sábio dos Sábios. Este senhor, era bem idoso, de barba branca, com um chapéu engraçado (parecendo um triângulo) e com uma roupa comprida e azul da cor do céu.
O Sábio dos Sábios perguntou se havia alguém ali que seria capaz de criar o sol, o céu, o mar, as pedras, as flores, os animais... Todos responderam que não seriam capazes, pois eles só sabiam transformar a natureza em casas, barcos, ferramentas, roupas, com suas mãos. Até os alimentos vinham da natureza.
Assim, o Sábio dos Sábios lhes disse então que [...]"basta ao homem lançar os olhos sobre as obras da criação. O universo existe, portanto ele tem uma causa. [...]Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem, e a vossa razão vos responderá." Isto é, o que não foi criado pela inteligência do homem, foi feito por um ser superior, Deus.
Um camponez que estava assistindo a tudo, timidamente perguntou ao Sábio dos Sábios:
O que é Deus?
"– Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas."
O mestre sábio continuou dizendo que "Duvidar da existência de Deus seria negar que todo efeito tem uma causa e admitir que o nada pôde fazer alguma coisa. "
Assim, se o mundo existe, ele foi criado e não foi pelos homens. Deus, em sua bondade infinita, criou todo o Universo, dotado de tanta perfeição, sabedoria e beleza. E deixou sob a responsabilidade do homem cuidar do planeta em que vivemos.
Assim, a partir daquele dia, todas as pessoas, de todos os reinos nunca mais se deixaram enganar por nenhum rei mentiroso. Passaram a agradecer a Deus por tudo que a natureza lhes oferece e cuidaram melhor do planeta, das pessoas, dos animais respeitando-os mais e não causando danos, pois assim, a Terra continuaria fornecendo todo que os homens necessitam para uma vida boa, com fartura.
Magda Kokke

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